Passar para o Conteúdo Principal Top
Logótipo

municipio

Apresentação da Programação do Festival Percursos da Música | De 16 de Julho a 13 de Agosto de 2019

Cultura
Festival percursos musica 2019 banner 1 1024 800
28 Junho 2019

O Município de Ponte de Lima apresentou à imprensa a Programação do Festival Percursos da Música 2019.

A presente edição completa este ano 10 anos, decorre de 16 de Julho a 13 de Agosto em vários locais do Centro Histórico, a saber, Avenida dos Plátanos, Largo da Picota, Rua Cardeal Saraiva, Rua Formosa, Escadaria da Capela das Pereiras, Largo de S. João e Largo da Alegria, na Além da Ponte – Arcozelo, juntando-se aos mesmos neste ano o Largo de Camões, a Praceta do Paço do Marquês e o Teatro Diogo Bernardes, para a realização de um workshop/seminário.

Estão programados mais de 40 concertos e momentos ligados à música, neste festival que se apresenta como um conjunto de espetáculos de música clássica, erudita e contemporânea, todos gratuitos, realizados em locais de referência do Centro Histórico de Ponte de Lima.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Victor Mendes, considerou que estes 10 anos do festival “consolidam o que é de facto a nossa oferta cultural, dinamizando o nosso Centro Histórico ”. Classificando-o como “um bom exemplo e que tem contribuído para a dinamização cultural do nosso país, é também uma grande oportunidade para jovens artistas, e um projeto de inclusão, nomeadamente, com a AMFF – Academia de Música Fernandes Fão e a APPACDM - Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental Centro de Reabilitação  – Ponte de Lima”, disse. O autarca revelou que este projeto implica um investimento de 70 000€, prevendo-se que Ponte de Lima “receba cerca de 10 mil pessoas para assistir a este festival, sendo já uma referência a nível nacional.”

Confira o Programa do Festival Percursos da Música 2019:

16 de Julho – Terça-feira – Largo de S. João – 22h00 | Heribert Koch, piano
Estudou nas academias de Cologne e Karlsruhe e mais tarde com Peter Feuchtwanger em Londres, o qual teve uma importância substancial no seu desenvolvimento artístico e com quem frequentemente trabalhou como assistente nas suas masterclasses. O encontro com artistas de renome como Tatjana Nikolayeva ou Mieczyslaw Horszowski proporcionou-lhe inspiração adicional. Actualmente, lecciona na University Musikhochschule of Muenster (Alemanha).

17 de Julho – Quarta-feira – Largo de Delfim Guimarães / Escadaria das Pereiras – 22h00 | Sara Braga Simões, soprano e Luís Pipa, piano
Sara Braga Simões venceu vários prémios nacionais e internacionais e é convidada regular das temporadas do Teatro Nacional de São Carlos e apresentou-se já nos principais teatros, salas de concerto e festivais de música portugueses. Tem-se apresentado, também, em Espanha, França, Inglaterra, Eslovénia, Andorra e Moçambique. A Opera Now descreve-a como uma cantora com uma extensão excepcional e a Opera Magazine destaca a intensidade da sua interpretação.
Luís Pipa é hoje um dos pianistas Portugueses mais completos da sua geração. À originalidade das suas interpretações associa-se uma grande solidez conceptual, fruto de uma sólida formação académica. É professor de piano e música de câmara na Universidade do Minho, ocupando atualmente os lugares de Presidente da European Piano Teachers Association (EPTA) - Portugal e Vice-Presidente da EPTA internacional. Vem citado no Marquis Who is Who in the World, tendo sido considerado um dos ‘Top 100 Educators 2012’ pelo International Biographical Centre.

18 de Julho – Quinta-feira – Rua Formosa / Pereiras – 22h00 | Ensemble Med – Diálogo Interculturas no Mediterrâneo Medieval, com Daniela Tomaz, direcção artística e flautas, Mariana Fabião, voz, Sérgio Calisto, viola d’amore a chiavi e moraharpa e Rui Silva, percussão histórica
O Ensemble Med apresenta “Diálogo Interculturas no Mediterrâneo Medieval”, uma viagem em torno do entrecruzamento estilístico entre as culturas coexistentes na Península Ibérica antes do séc. XVI – legado sefardita, mouro e cristão, passando pela sua posterior diáspora a oriente, na actual Turquia.

19 de Julho – Sexta-feira – Teatro Diogo Bernardes – 15h00 | Workshop de Adufe, por Rui Silva
Este workshop/seminário, ministrado por Rui Silva, um dos nossos maiores especialistas em percussão histórica, será gratuito e limitado a 20 inscritos. Esta formação tem como objetivo dar as ferramentas básicas necessárias a cada participante para poder tratar o adufe por tu, abordando os princípios básicos da sua execução, desconstruindo-os em exercícios criativos, simples, progressivos e em grupo, que visam igualmente o desenvolvimento da independência e coordenação psico-motoras.

19 de Julho – Sexta-feira – Largo de S. João – 22h00 | Concerto Final da Masterclasse da Epta Portugal, piano
Apresentação pública dos alunos que irão frequentar a Masterclasse da EPTA Lusa – Associação de Pianistas e Professores de Piano, que se realiza anualmente em Ponte de Lima.

20 de Julho – Sábado – Largo da Alegria (Além da Ponte) – 22h00 | Duo Jost Costa
Sonoridades sensíveis, virtuosidade requintada e um gosto por programas originais são características do duo de pianistas criado em 2006 pelos pianistas Yseult Jost (França) e Domingos Costa (Portugal). Vencedor do Concurso Internacional «Grieg» para piano duo em Oslo, Noruega, no ano de 2008, o duo de pianistas Jost Costa tem vindo a apresentar-se com projetos musicais inovadores por toda a Europa e em Ponte de Lima apresentará obras para dois pianos e outras a 4 mãos. Na temporada de 2018/2019 o Duo foi convidado por Nike Wagner, bisneta do compositor Richard Wagner, para o prestigiado festival Beethoven Fest em Bonn (Alemanha), projecto que se realizou igualmente no México. Para além disso, o Duo efectuou um recital comemorativo do centenário do final da primeira guerra mundial em Veneza, na Casa da Música, entre outros concertos agendados na Suíça, França e Alemanha.

21 de Julho – Domingo – Avenida dos Plátanos – quatro espectáculos

11h00 e 15h00 | Arruadas pela AlmaDa Street Band, que também percorrerá algumas artérias do Centro Histórico
AlmaDa Street Band é um grupo de animação musical diferente e divertido, inspirado nas bandas de universidades e liceus americanos, conhecidas como “Pep Bands” e com repertório ligeiro e variado, com influências de funk, reggae e pop.

15h00 | Vencedores do Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho – AMFF / Academia de Música Fernandes Fão
O presente concurso internacional, que se realizou de 20 a 23 de Junho, tem o apoio e o patrocínio do Município de Ponte de Lima. Os vencedores foram João Daniel Pinho Ribeiro, clarinete e Luís Duarte Dias Moreira, trompa, cujos concertos serão acompanhados ao piano por Bernardo Soares.

16h30 | TT Syndicate
Ultrapassar as barreiras nacionais, ter a hipótese de levar a sua música além-fronteiras é o sonho da esmagadora maioria das bandas portuguesas. Muitos investem o que têm (e não têm) para marcar presença nos mais significativos eventos internacionais, centrados na captação de talento, como o South by Southwest ou o Eurosonic, na esperança de terem aí a oportunidade que tanto anseiam. Quando acontece o inverso é, no mínimo, estranho. Quando uma banda deste pequeno canto periférico consegue levar a sua música a palcos de toda a Europa, por muito que isso tenha a ver com o facto de se moverem num nicho muito específico, e é completamente desconhecida no seu próprio país, é absolutamente contranatura. Só há uma coisa que os espera, por esse mundo fora: crescimento e consolidação do muito que já conseguiram, à custa de talento puro e duro. Chegou a hora de lhes fazermos justiça cá dentro. Para isso basta deixar-nos levar pela sua música de alta qualidade.

21 de Julho – Domingo – Largo de Delfim Guimarães / Escadaria das Pereiras – 22h00 | Coração Brasileiro – António Guerra, piano e Silvério Pontes, trompete
“Coração Brasileiro” é um álbum que nasceu a partir do encontro entre duas gerações da música instrumental brasileira. O trompetista Silvério Pontes e o pianista Antonio Guerra uniram-se para celebrar o cancioneiro e os géneros populares. O disco nasceu para contar um Brasil gaúcho, chorão, sambista e forrozeiro, exaltando a diversidade do povo brasileiro. Silvério e Guerra jamais poderiam imaginar que um encontro fortuito de trabalho entre eles fosse estabelecer de imediato uma parceria tão original quanto produtiva. Durante algumas sessões de ensaios, entre choros, maxixes, valsas e jazz, esses dois craques de gerações e formações distintas descobriram uma afinidade musical inesgotável.

23 de Julho – Terça-feira – Largo de Delfim Guimarães / Escadaria das Pereiras – 22h00 | Homem em Catarse
A aventura de Afonso Dorido também conhecido como Homem em Catarse, começou há uns anos atrás quando decidiu enfrentar as estradas e caminhos de Portugal munido da sua guitarra elétrica e dos seus inúmeros pedais de efeitos com um único sentido: colocar em música toda a beleza do nosso país dando a conhecer ao seu público pedaços de estórias e lugares que passam mais despercebidos. Para além de Viagem Interior, Homem em Catarse EP de 2014, Guarda-Rios de 2015 chega agora, em 2019, com o primeiro disco ao vivo, gravado pela plataforma Porta 253, disponível em vinil numa edição exclusiva e limitada.

24 de Julho – Quarta-feira – CIPVV | Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde – 22h00 | Há… Jazz no CIPVV | “Herbie Nichols”
O Município de Ponte de Lima tem várias parcerias com instituições ligadas à música, como é o caso da Escola de Jazz do Porto que, duas vezes por mês, se desloca ao CIPVV e ao Teatro Diogo Bernardes. Desta vez, iremos apreciar temas de Herbie Nichols, interpretados por Francisca Oliveira, voz e criação das letras, Joana Carvalhas, violino, Tiago Luz, guitarra eléctrica, João Quintanilha, contrabaixo, Gaspar Ribeiro, bateria.

25 de Julho – Quinta-feira – Largo da Picota – 22h00 | Old Jerusalem apresenta “Chapels”
“Chapels”, o sétimo álbum de Old Jerusalem, é uma colecção de canções imediatas e sem adornos. O que se ouve é praticamente a primeira fixação gravada de cada um dos 10 temas que compõem o disco, em interpretações ainda intimamente associadas ao processo da sua escrita e deixando a nu os alinhavos de arranjos e as primeiras sugestões de caminhos melódicos e harmónicos. Pretendeu-se que cada canção veiculasse assim o seu primeiro ímpeto criativo e a urgência da sua comunicação. Ante a impraticabilidade de construir “catedrais”, segundo o autor, escolhemos com este disco erigir e apresentar canções que são como “capelas” – coisas modestas e imperfeitas, mas construídas para a interioridade, evocando, reflectindo e celebrando as grandes fragilidades e pequenas alegrias, e bem assim, as pequenas fragilidades e grandes alegrias de que todos comungamos por sermos pessoas que hoje vivem.

26 de Julho – Sexta-feira – Rua Cardeal Saraiva / Largo da Matriz – 22h00 | CriArte – Encerramento das Residências Artísticas | APPACDM de Ponte de Lima
O projeto de nome CriArte realiza-se de 23 a 27 de Julho na Vila de Ponte de Lima pelas mãos da APPACDM – Delegação de Ponte de Lima e cofinanciado pelo INR. Integrando o programa dos Percursos da Música, este será o primeiro espectáculo, o qual resulta da Residência Artística que decorre durante aquela semana contando com a presença de participantes de vários pontos do país e de um grupo de Itália.

26 de Julho – Sexta-feira – Rua Cardeal Saraiva / Largo da Matriz – 22h00 | Forró Miór e Jabu Morales apresentam AYOM
Barcelona e Lisboa, cidades de efervescência multicultural, são palco dos dois projectos que compartilham a pesquisa e a paixão pela música popular brasileira e afro-latina. As suas vozes trazem a mestiçagem expressiva do Brasil, as suas mãos tecem a poesia melódica do Mediterrâneo, os seus pés a ancestralidade musical da África e a energia dos ritmos da América do Sul. O resultado é uma música mestiça sem fronteiras que vagueia pelos ritmos populares brasileiros (forró, samba, maracatu, carimbó, ijexá) misturados com ritmos oriundos da diáspora africana (cumbia, calypso, merengue, funaná, guaguanco). AYOM conjuga a energia explosiva de Forró Miór com a força poética da voz da afro-brasileira Jabu Morales, propondo uma inesquecível e surpreendente viagem sonora pela fusão de harmonias, ritmos e melodias de vários horizontes.

27 de Julho – Sábado – Rua Cardeal Saraiva / Largo da Matriz – 22h30 | Tendências em Confronto – Em Movimento, da APPACDM de Ponte de Lima | CriArte
Melhor do que falar e discutir a inclusão, é praticá-las de todas as maneiras ao nosso alcance e a parceria da APPACDM com o Festival Percursos da Música será para manter e no presente ano, para além do já divulgado, teremos um espectáculo em que aquela instituição assumirá o todo da noite. O espetáculo de encerramento – Tendências em confronto – resulta da parceria com autores de diversas áreas (moda, música, dança, artes plásticas). Nesta IX edição, com base no tema Confrontos, onde o Eu se cruza na alma do Ser, numa crescente harmonia entre os sonhos, as expetativas, os desejos de ter, ver, mudar, arriscar. Partindo deste imaginário, surge a criação artística, que emerge numa esfera de confrontos, onde eu sei quem sou, mas anseio encontrar-me.

28 de Julho – Domingo – Avenida dos Plátanos – quatro espectáculos

11h00 e 15h00 | Arruadas por Brassica Rapa, que também percorrerá algumas artérias do Centro Histórico
Brassica Rapa é um grupo de música popular, nascido nos finais do 2017, que procura dar uma volta ao conceito de charanga. Formado totalmente por mulheres, tocando instrumentos de sopro (metais) e percussão, criam uma atmosfera alegre com a sua música, de repertório conhecido e fresco, pelo que a festa está sempre assegurada. Dois trompetes, dois trombones, um saxofone alto, uma tuba, uma caixa e um bombo compões a formação, que pretende reivindicar a presença da mulher neste tipo de agrupamentos.

15h00 | Shaduf
Catarina Valadas, voz, flauta transversal, Paulo Barros, piano, Albano Fonseca, baixo eléctrico, Mário Gonçalves,  percussão, Hélder Costa, produção, composição, arranjos, elementos de vários projectos distintos como Xícara, Retimbrar, Let the Jam Roll e Orquestra Fina, reuniram-se para formar Shaduf, formação que se identifica como um projecto dentro da world music, que alia a música tradicional portuguesa a influências do jazz, sempre com espaço para a procura de novas sonoridades.

17h00 | Sete – Outra Voz
O colectivo vimaranense Outra Voz está de regresso com um novo objecto artístico que colocará em cena cerca de 120 intervenientes. Com encenação de Sandra Barros, esta será uma celebração com música composta, colectivamente e em exclusivo, para a nova criação. A cenografia ficará a cargo do artista plástico Daniel Costa e a acompanhar estará um ensemble de sopros, percussão e gaita de fole, sob a direção do músico vimaranense Rui Souza e um grupo de jovens cantores da Academia de Música de Guimarães, dirigidos por Marisa Oliveira, num cruzamento geracional que irá dos 6 aos 80 anos. “Sete” é um espetáculo que parte do que faz de cada um de nós um ser humano absolutamente único e incrivelmente semelhante a tantos outros. Andamos entre cá e lá...entre o preto e o branco, o bem e o mal, o medo e a coragem, a luz e a sombra, a multidão e a solidão, a memória e o tempo que corre veloz...e pelo meio, desprendemos o som e a voz, como quem deixa migalhas pelo caminho para saber regressar.

28 de Julho – Domingo – Praceta do Paço do Marquês – 22h00 | Cinema ao Ar Livre – “Bohemian Rhapsody”, de Bryan Singer
Alargar o Festival Percursos da Música a outras áreas artísticas e testar o gosto, a adesão e a formação de mais públicos continua a ser um dos nossos maiores propósitos. Iremos fazer a exibição de uma sessão de cinema ao ar livre e escolhemos “Bohemian Rhapsody”, de Bryan Singer, o premiado e muito apreciado filme de drama biográfico britânico-estadunidense, de 2018, sobre Freddie Mercury, vocalista da banda de rock britânica Queen.

31 de Julho – Quarta-feira – Largo da Picota – 22h00 | Helena Sarmento, fado
Helena Sarmento editou em 2011 o seu primeiro disco, Fado Azul e em 2013 o segundo, Fado dos Dias Assim, qualquer deles editado também para todo o mundo pela prestigiada Sunset France – acontecimento raro, no que a um primeiro disco se refere. Em Abril de 2018 editou Lonjura, o seu 3º álbum (disco Antena 1, com chancela do Museu do Fado e da Fundação GDA). É nas palavras que canta que Helena Sarmento se encontra e se reinventa e é nelas que se condensa, desde Fado Azul, a coerência que persegue na construção de um universo original, próprio e identificador do seu projecto. Neste concerto, além dos temas de Lonjura, revisitará também o repertório mais emblemático dos dois discos anteriores. Será acompanhada por Samuel Cabral, guitarra portuguesa, André Teixeira, viola de fado e Ginho, no baixo.

1 de Agosto – Quinta-feira – Largo de Camões – 22h00 | Gala Internacional de Folclore de Ponte de Lima
Este tão procurado e conceituado espectáculo que traz ao Largo de Camões, anualmente, centenas de pessoas, terá no presente ano a novidade de passar a ser uma Gala de Folclore Internacional, uma vez que contará, não quatro grupos, mas, pelo menos, oito grupos internacionais, para gáudio dos apreciadores de folclore. Este ano em Ponte de Lima podemos verdadeiramente apreciar “O Mundo a Dançar”.

2 de Agosto – Sexta-feira – Largo da Alegria (Além da Ponte) – 22h00 | Álvaro Cortez, percussão e Isabel Romero, piano | “Híbrido”
Híbrido pretende ser um jogo entre o erudito e o popular, o clássico e o ligeiro, o formal e o informal. Num vaivém constante de influências e cruzamentos, surge uma música inusual, mas atraente. É um produto “misto” que não se compromete com nenhuma categoria. Ganhando vida num palco pleno de utensílios, aparelhos e, como não poderia deixar de ser, de instrumentos musicais, para vários gostos e feitios, promete não ser sóbrio nem muito menos estático.

3 de Agosto – Sábado – Largo de S. João – 22h00 | Ana Aroso, harpa & Isabel Anjo, saxofone
Com mais de cinco mil anos de história a separá-los, a harpa e o saxofone têm origens, viagens e características muito distintas. Em 2018, na cidade do Porto, a harpa de Ana Aroso e o saxofone de Isabel Anjo encontram-se e enamoram-se. Desta união resulta um dueto inesperado e pouco convencional de dois instrumentos que se fundem vincando a sua distinção. As duas instrumentistas e intérpretes procuram explorar e incentivar a criação de repertório para esta formação original, contando já com peças de Fátima Fonte, Tiago Sousa, Nuno Peixoto de Pinho, Nuno Torres Marques, Kate Moore, Ana de Ataíde Magalhães (entre outros), compositores com quem mantêm frutíferas ligações artísticas. Incidirá a verdade sobre Arvo Pärt. Músicas. Sobre tarde. Sobre dor. Como ferro em taurino. Canção de amor espanhola. Não há espectáculo que encante. Insónia que se avista já Maio. Livre e Maduro. Tenho harpa branca e boquilha dourada. Tenho pés descalços e caminhada. Substrato angelical em terra profanada. Hipertensão sonora. Compasso que demora. Dorme meu menino. Viajantes apressados é silêncio que não se consegue. Não é forma, nem estilo. Nem pretensão de embalar. É fim e princípio. É alma e seu sublimar.

4 de Agosto – Domingo – Avenida dos Plátanos – quatro espectáculos

11h00 e 15h00 | Arruadas por Quinteto Impossível, que também percorrerá algumas artérias do Centro Histórico
Pedro Heitor, saxofone, Octávio Inácio, guitarra, Pedro Santos Rosa, saxofone barítono, João Sousa, clarinete, João G., percussão. Projecto com influências na música dançável. A sua vertente acústica liberta-os.

15h00 | Galip “Cale” | Tarde Porta-Jazz
Numa parceria com a Associação Porta-Jazz, esta tarde de domingo, na Avenida dos Plátanos receberá duas formações de excelência no contexto do jazz nacional e internacional. Galip nasce de uma encomenda feita ao vibrafonista Eduardo Cardinho para o 8.º Festival Porta-Jazz, em que teria carta branca para realizar um concerto com músicos que admirasse. Desta forma, Cardinho convidou os músicos Portugueses José Pedro Coelho no saxofone tenor e o contrabaixista André Rosinha, o pianista Catalão Xavi Torres e o baterista Holandês Jamie Peet. A química entre os elementos do grupo foi evidente e decidem seguir com o projecto, gravando o seu primeiro disco com música original, editado com o Carimbo Porta-Jazz, com o nome “Cale”. A formação para Ponte de Lima é constituída por Eduardo Cardinho, vibrafone, Zé Pedro Coelho, saxofone tenor, Óscar Marcelino da Graça, piano, André Rosinha, contrabaixo, Jamie Peet, percussão.

16h30 | Jeff Davis “For Mad People Only” | Tarde Porta Jazz
Jeffery Davis Quinteto foi concebido, primordialmente, devido à necessidade de Jeffery Davis se exprimir como compositor e com o intuito de demonstrar que o vibrafone pode ser utilizado de forma inovadora num contexto de ensemble e de composição. A sua utilização enquanto instrumento melódico mas, igualmente, como harmónico, é aquilo que define, em grande parte, a sonoridade do projecto. Os membros deste quinteto de jazz foram cuidadosamente selecionados devido às suas características sonoras, harmónicas e melódicas, a saber: Jeffery Davis, vibrafone, Óscar Marcelino da Graça, piano, José Soares, saxofone alto e soprano, Francisco Brito, contrabaixo, Marcos Cavaleiro, bateria. Atente-se ainda que o álbum “For Mad People Only”, o mais recente da formação, foi apresentado em meados do presente mês de Junho.

4 de Agosto – Domingo – Largo da Alegria (Além da Ponte) – 22h00 | Galandum Galundaina
Galandum Galundaina faz parte da genealogia de uma região com um património musical e etnográfico único, que durante muito tempo ficou esquecido. Ao longo dos últimos 20 anos o grupo contribuiu para o estudo, preservação e divulgação da identidade cultural das Terras de Miranda, Nordeste Transmontano. O seu trabalho de investigação e recolha, junto de pessoas mais velhas com conhecimentos rigorosos do legado musical da região, a par da formação académica na área da música, concretizou-se num sentido renovado no modo de entender as sonoridades que desde sempre conheceram. Com a sua música não procuram criar novos significados, mas antes descrever os lugares e a vida; encontrar as raízes que permitem que a cultura se desenvolva.

6 de Agosto – Terça-feira – Largo de S. João – 22h00 | Mano a Mano
Os irmãos André e Bruno Santos são dois dos guitarristas mais activos do panorama nacional, com vários discos editados em nome próprio e participação em projectos variados (Maria João, Carlos Bica, Rita Redshoes, Salvador Sobral, entre outros). Além da actividade enquanto performers, são professores na escola do Hot Clube de Portugal, sendo o mano mais velho, Bruno, director da escola há uma década, com outros 10 anos a leccionar na licenciatura e mestrado da Escola Superior de Música de Lisboa. Juntos, formam o duo 'Mano a Mano'. O duo edita agora o seu disco Vol. 3, em que o repertório é composto quase na totalidade por composições originais, ao contrário dos volumes anteriores cujo enfoque era maioritariamente em versões de canções que os dois irmãos partilharam ao longo do seu percurso musical. A outra grande novidade deste volume é a inclusão do Rajão, cordofone tradicional madeirense, que assim se junta ao Braguinha, outro instrumento tradicional da ilha, e a toda a parafernália de efeitos e guitarras já existentes em Mano a Mano.

7 de Agosto – Quarta-feira – CIPVV | Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde – 22h00. Há… Jazz no CIPVV | “Dexter Gordon”
Atendendo ao referido anteriormente, a Escola de Jazz do Porto apresentará temas de Dexter Gordon, interpretados por Francisco Rodrigues, voz e criação das letras, Ricardo Couto, guitarra eléctrica, Joana Anacleto, piano, Ricardo Costa, baixo eléctrico, Miguel Barrete, bateria.

8 de Agosto – Quinta-feira – Rua Formosa / Pereiras – 22h00 | Mário Franco “Rush”
Mário Franco, um dos músicos e compositores de referência nacional, apresenta o seu último projecto, “Rush”, editado pela Nischo Records. As barreiras entre as diferentes narrativas musicais são transpostas pela irreverência desta abordagem, aqui mais crua e sem receio de despojar a música dos seus ornamentos linguísticos. “Rush” é uma homenagem ao movimento, à continuidade. Celebra a própria natureza criativa do artista, que tem naturalmente explorado a mutação das suas composições ao longo de todo um percurso de uma vida, enquanto instrumentista, compositor, arranjador para obras que encontram muitas vezes em articulação com o teatro e a dança, entre a formação jazzística e a clássica. Numa formação em quinteto, Mário Franco, contrabaixo e baixo eléctrico, faz-se acompanhar por Sérgio Pelágio, guitarra, Óscar Graça, piano, Luís Figueiredo, sintetizadores e Alexandre Frazão, bateria, este projeto vem inundar o palco de uma energia que dança entre a estrutura do jazz, cruzando-a com outras forças musicais. Uma exploração concreta, que convida a uma viagem comum.

9 de Agosto – Quinta-feira – Rua Cardeal Saraiva / Largo da Matriz – 22h00 | Diogo Carlos, guitarra clássica e Ashkan Layegh, piano
O repertório escolhido para este concerto engloba obras dos compositores J.S.Bach, William Walton, Isaac Albeniz, Astor Piazzolla, J. Brahms, N. Bärtsch e Joaquin Rodrigo tendo como objetivo induzir o ouvinte numa viagem sonora diversificada e enriquecedora. O espectáculo terminará com o Concierto de Aranjuez, que é o concerto mais emblemático e que define a estética musical de Rodrigo, expressando os sons e as imagens da Espanha mais tradicional. Por conseguinte, o repertório apresentado elucida os ouvintes para a diversidade e riqueza musical que se espera do agrado de todos.

10 de Agosto – Sexta-feira – Largo da Alegria (Além da Ponte) – 22h00 | Ricardo Toscano Quarteto
Algo se passa na cena jazz de um país quando, em simultâneo, vários jovens em início de carreira revelam qualidades muito acima da média até num músico maduro. Vem acontecendo isso com Ricardo Toscano, João Guimarães, João Mortágua e Francisco Andrade, exemplos de uma vitalidade nada comum. O primeiro é já considerado, aos 21, a nova coqueluche da música nacional. Não apenas uma “esperança”, mas alguém que está a ter impacto no presente. Quando se deu por ele tinha apenas 17 anos e depressa se espalhou que havia entre nós um sobredotado saxofonista alto. Hoje, é líder de um dos mais entusiasmantes grupos em actividade, o Ricardo Toscano Quarteto que acabou de editar o seu primeiro e tão aguardado disco homónimo. A formação é composta por Ricardo Toscano, saxofone alto, João Pedro Coelho, piano, Romeu Tristão, contrabaixo, João Pereira, bateria.

11 de Agosto – Domingo – Avenida dos Plátanos – 11h00 e 15h00 | Arruadas pelos Irmãos Esferovite, que também percorrerão algumas artérias do Centro Histórico
Os espetáculos dos “Irmãos Esferovite” são uma aventura musical e circense. Quatro palhaços que contam histórias disparatadas sobre o quotidiano dos dias. Oferecem sonhos em troca de sorrisos. O público é convidado a entrar neste mundo poético e clownesco e a participar activamente. As apresentações dos Irmãos Esferovite são momentos únicos e irrepetíveis. Os espetáculos são pensados de acordo com o ambiente e com o espaço determinado. O humor surge aliado à música e ao circo. Um turbilhão de emoções… Direção artística e clown, Pedro Correia, tuba. Marco Freire, percussão, Luís Almeida, saxofone, Pedro Cardoso, sinos, gaitas e outros ruídos, Pedro Correia.

11 de Agosto – Domingo – Rua Cardeal Saraiva / Largo da Matriz – 22h00 | Ton Risco / Jacobo de Miguel Duo – vibrafone, percussão e piano
O duo formou-se em Março de 2006 através de um encontro fortuito. Desde então, começam a trabalhar no projecto, acrescentando composições próprias de ambos, a par de standards de jazz. Em 2007 gravam o seu primeiro trabalho, intitulado “Dúo” e iniciam uma série de concertos nos principais festivais da zona noroeste de Espanha, como o o Iberojazz, Festival de Jazz 1906, Imaxinasons ou o Festival Arte en la Calle de Gijón. A música é na sua maior parte original e os concertos têm a intimidade de um duo com a singular sonoridade da mistura do vibrafone com o piano. Podemos afirmar que é a exploração da música de câmara jazzística, numa formação tanto singular como particular, que surpreende pela ampla gama de matizes que conseguem nos concertos ao vivo.

12 de Agosto – Segunda-feira – Rua Formosa / Pereiras – 22h00 | Les Saint Armand
Em Fevereiro de 2019, os Les Saint Armand lançaram o seu novo álbum de originais, Na Memória da Paisagem. Os seus elementos são artistas associados da companhia A Turma e este vínculo artístico entre a música e o teatro tem marcado um percurso de dez anos que agora se oferece em disco, reunindo novas e velhas canções não-editadas. Assumindo o português, privilegiando o valor da palavra e uma essência acústica, a sua música tem raízes na folk e na canção de autor de dimensão coral, incorporando influências do jazz, bossa nova, rock ou pop. Les Saint Armand gravaram o novo álbum no histórico Convento de São Filipe Nery, a culminar uma residência artística em Trás-os-Montes. Eleitos pelo público como Banda Revelação e Melhor Concerto no Festival Bons Sons 2017, os Les Saint Armand são constituídos por Luís Barros, bateria, José Aníbal Beirão, contrabaixista e um trio de vozes e guitarras compostas por André Júlio Teixeira, António Parra e Tiago Correia.

13 de Agosto – Terça-feira – Largo de Delfim Guimarães / Escadaria das Pereiras – 22h00 | Sensible Soccers
Os Sensible Soccers estão de volta com o seu terceiro longa duração, “Aurora”. Se em “Villa Soledade” trabalharam sobre o imaginário das estradas nacionais, de um país real e por cumprir, esquecido e alienado, em “Aurora” evocam um Portugal pessoal e optimista, da infância e das memórias inventadas: as férias com os pais, as visitas de estudo, o sul de Espanha, as distâncias maiores e o tempo distendido, os Setembros melancólicos, os singles pop e o FM estéreo, os primórdios do topless e as discotecas gigantes, as coisas que se imaginava que aconteciam em sítios onde não se ia. Com nova formação, os Sensible Soccers abordam cada uma das dez faixas do álbum como uma aventura à procura dos fragmentos de uma espécie de mixtape construída em retrospetiva, onde a guitarra expressionista dá lugar a um coro de três cabeças, composto de baixo, percussão e sintetizadores. Os Sensible Soccers – Hugo Gomes, Manuel Justo e André Simão –  contaram em todo o processo com a colaboração de Sérgio Freitas, teclas e Jorge “Cientista” Carvalho, percussão.